31/05/2016

Sandra Louçano


Agora, por acaso, alguém sabe 
quem se atreveu ao rubor
que o seu corpo teceu?

Dizem que o segredo daquela flor

nenhum olhar alguma vez bebeu!

Excerto: da flor da paixão - Sandra Louçano




16/05/2016

Manuela Melo



Parabens amiga corujinha
abreijo apertadinho e repenicado em TU

Civetta; Alice ausente ou simplesmente Manela




15/05/2016

Véus de mármore


“A virgem velada”. Notem o efeito de transparência, do artista italiano do século XIX Giovanni Strazza.



Pense no grau épico de dificuldade de modelar um véu sobre um rosto num material que está entre os mais duros do planeta, o mármore ( mineral de dureza 3 – escala de Friedrich Mohs).
Outro problema é que o mármore não tem adição. É uma escultura 100 % feita por subtração. É por isso que se diz que para esculpir uma figura, pega-se no bloco e “simplesmente tira-se tudo o que não é a figura dele”.


 
Existem grandes esculturas que criaram belíssimos véus de mármore.


 



 
Pensa no nível de dificuldade de esculpir isto sem se quebrar.


Este é um monumento ao pai do príncipe Raimondo, Antonio de Sangro (1.685-1757)
O nome italiano do monumento Disinganno é muitas vezes traduzido como “decepção”, mas não no sentido convencional disso, e em eslavo eclesiástico – “A liberdade do feitiço”.
”A liberdade do feitiço” (depois de 1757) de Franschesko Kvirolo é a mais famosa das suas obras, pela habilidade em fazer esta rede.
Toda feita numa única peça de mármore e pedra-pomes, Kvirolo foi o único mestre napolitano que aceitou o desafio. Outros grandes escultores amarelaram, acreditando que a rede se iria quebrar em pedaços.
Escultores fantásticos dominam há séculos a arte do recorte preciso da pedra. 
Repare nesta textura de pele, de Lorenzo Berdini, que retrata o sequestro de Perséfone e também na pressão dos dedos na pele.
 




Tinha só 23 anos de idade quando a fez, em 1621. Repare no detalhe.



Recebi da: Elizângela Meireles e gostei

12/05/2016

578 - Chuvas de Maio


Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...

Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...

Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...


"Chove. Há Silêncio -  Fernando Pessoa, in "Cancioneiro" 






07/05/2016

05/05/2016

577 - Dia da Espiga


5ª feira de Ascenção - Dia da espiga

Espiga - pão
Malmequer - fortuna
Papoila - amor
Oliveira - luz
Alecrim - saúde
Videira - alegria

****
05 de Maio de 2016, pelo que ouvi, é também dia das parteiras e da higiene das mãos


02/05/2016

Xilre



Xilreia melodioso
em cantos curtos
Fiama, Yiruma, D.Aureliana
velhas senhoras em velhas tertúlias
desvarios e livros vastos, sublinhados
amigos que escrevem a tinta azul cobalto pelo aparo da S.T. Dupont
beijos na boca, vinagre balsâmico
a arte da história, prelúdio de incêndio
do mesmo modo que
espera pássaros nos beirais


*****
Pedi mas, só me deu o mês
 de 1 a 31 um deles será   :)   

Nota: 
O dono da xitaca tem os comentários fechados, assim sendo, deixe o seu comentário aqui,
  mais tarde lhe darei um toque, para que tome conhecimento